Escala de Acorde

A escala diatônica possui sete acordes. Seis podem ser preparados por um acorde de dominante, o chamado dominante secundário. E de onde vem esse acorde? Qual escala é a ideal?

São essas e outras perguntas que eu ouço diariamente. Então resolvi falar sobre a construção da escala do acorde de dominante secundário. A construção é algo simples, veja:

1. Fazer uma análise harmônica

Fazendo a análise da música, você vai ter o conhecimento de todo o plano harmônico. Vai saber quais são os acordes diatônicos, se a música está na tonalidade maior ou menor, se houve mudança de tom e etc.

2. Função do acorde

Na própria análise você vai descobrir qual é a função de cada acorde, principalmente  o acorde de dominante, já que o mesmo pode ser, além de dominante secundário, SubV ou dominante sem função dominante.

tom ré

O acorde de B7 está preparando o Em7. Em7 em ré maior é o IIm, logo, o acorde B7 é V7/IIm.

3. Notas do acorde

tom ré 2

Colocar as notas do acorde é a forma mais básica de definir qual escala você pode usar, pois já é definido quatro notas da escala.

4. Completar com as notas da escala do acorde que está sendo preparado

O acorde que está sendo preparado é Em7, IIm de ré maior. A escala tem que ser do acorde que está sendo preparado e não da tonalidade principal.

tom ré 3

Agora que foi definido uma escala, eu posso enriquecer a sonoridade do meu acorde. Pois é com a escala definida que eu posso escolher as notas de tensão.

tom ré 4

Criei uma tabela com as escalas dos dominantes secundários.

TABELA

Ouça o exemplo acima

A7 – D7M

B7 – Em7

C#7 – F#m7

D7 – G7M

E7 – A7

F#7 – Bm7

Como bônus colocarei o dominante do sétimo grau.

Veja que, por ter a quinta diminuta em sua formação, o acorde não da a estabilidade de conclusão. Se tivesse a quinta justa, a sonoridade seria outra, ouça:

Note que todo acorde de dominante que prepara um acorde menor usa a escala menor harmônica começando pelo quinto grau. O motivo é que a escala menor tonal é a escala menor harmônica, não a melódica e nem a natural (que é modal). E todo acorde de dominante que prepara um acorde maior utiliza a escala maior do tom do acorde começando pelo quinto grau. E todo acorde diatônico utiliza a escala do tom principal começando pelo seu baixo.

O dominante secundário não deixa de ser um acorde emprestado do tom que está preparando. Não é a toa que muitos chamam de modulação passageira ou tonicalização, que significa transformar aquele acorde em uma nova tônica, por isso a escolha da escala menor harmônica e da escala maior começando pelo quinto grau.

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Tem dúvidas? Pergunte!

Até a próxima!

18 de janeiro de 2017

1 responses on "Escala de Acorde"

  1. Bom dia,

    Gostei do conteudo. Os exemplos acima são muito bons.
    Uma dúvida por favor:
    O exemplo pede o uso da escala de E ao invés da escala de D (armadura) . estou confuso, pois pensava e já vi alguns vídeos falando que a escala utilizada seria conforme a armadura da clave. No seu caso D maior. Poderia por gentileza esclarecer?
    Obg ABS

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