Reverb Na Orquestra 2

Quando o assunto é reverb sempre tem algo a mais para se falar. E é por isso que eu vou continuar a saga do reverb na orquestra. Se você não leu o primeiro artigo sobre reverb na orquestra, veja aqui.

Como eu estou sempre experimentado novas possibilidades com reverb, hoje eu vou mostrar algo parecido com o que eu fiz em 2014.

No primeiro artigo eu criava 3 profundidades e uma ambiência e, neste artigo, eu vou trabalhar a profundidade lateral.

Posicionamento

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É de fundamental importância ter o conhecimento do posicionamento da orquestra para orquestrar uma melodia, acorde e etc. Pois uma melodia tocada nos primeiros violinos e cellos você está equilibrando e projetando a melodia em ambos os lados (além do reforço melódico). O assunto de posicionamento na orquestra já foi amplamente falado em um outro artigo, veja aqui.

Reverberando

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Ao olhar o posicionamento da orquestra na sala é bem claro que o som do violino demora mais tempo pra refletir na parede perto dos cellos e vice-versa.

No mercado dos samples orquestrais você possui os fabricantes que vendem o produto com e sem reverb, com uma ou várias posições de microfones e etc. Eu prefiro os secos, sem reverb nenhum, assim eu posso usar várias salas e experimentar o quanto eu quiser.

Para começar, ouça o violino seco, totalmente sem reverberação.

O som parece que está bem na nossa frente, quer dizer, bem do lado esquerdo, mas o lado direito tem um pouco de som, só que está bem baixo. A pergunta é, como fazer para dar essa sensação de profundidade lateral?

 

Se você leu o primeiro artigo sobre reverb na orquestra, você já deve estar familiarizado com o pré-delay.

 

Para trabalhar profundidade eu uso o pré-delay e pra dar a profundidade lateral eu usei o pan, deixei em 100%. Vamos ouvir.

A diferença é bem notável e essa reverberação no lado direito já dá uma grande sensação de espacialidade.

Ouça somente o som da reverberação.

Existe uma parede do lado dos violinos e como ela está mais próxima, eu coloquei o pré-delay em 25ms. Veja como fica o violino com a reverberação somente no lado esquerdo.

O reverb nos dois lados.

Agora com o som do violino.

O som do violino está bem mais espaçado. Mesmo com o som direto (som do sample) não ter sofrido alteração (volume), a sensação é que ele ficou mais distante.

Caso você esteja na curiosidade de saber o reverb que foi usado, eu usei o REVerence do próprio Cubase. Usei o mesmo Impulse para ambos os lados.

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Conclusão

Reverb é, ao mesmo tempo, simples e complexo. Simples pelo fato de colocar um reverb na faixa e pronto, você tem um som reverberado. Complexo quando você começa a pensar na propagação sonora e querer simular todos os detalhes de uma sala.

Como disse no primeiro artigo, existe plug-in que faz exatamente o que eu fiz neste artigo e em tempo real, mas são extremamente caros.

Para finalizar, eu vou por em prática essa técnica em uma pequena composição pra cordas.

Ouça o exemplo sem reverb nenhum

Cordas com a reverberação (note como o som ficou mais stereo).

O som ficou um pouco seco mesmo com reverb. Mas isso é por causa da sala que tem apenas 1.119s. Resolvi usar um plate para dar uma liga na sonoridade sem perder as características do Impulse Response.

Testei também essa técnica com o naipe dos metais em um mockup que fiz do tema da trilha do O Resgate do Soldado Ryan

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Até a próxima

12 de agosto de 2016

2 Respostas em "Reverb Na Orquestra 2"

  1. Muito bom suas dicas, como criar a sensação de espaço com aqueles tres tipos de pre delay.
    Agora eu não vejo tanto defeito assim no som seco, tem espaço q tem menos reverberação mesmo, é apenas uma outra “qualidade”. Acho q quando é mais seco é mais facil de perceber o som de cada instrumento tambem.

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